Comissário de bordo: a vida nas alturas e os desafios do dia a dia
A rotina é intensa, mas cada pouso é uma vitória e cada novo destino, uma promessa de aventura.
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Ser comissário de bordo vai muito além de servir refeições e dar boas-vindas aos passageiros. Quem escolhe essa profissão aprende a lidar com diferentes culturas, situações inesperadas e longas jornadas acima das nuvens. É um trabalho que exige empatia, preparo emocional e uma boa dose de paixão por viagens.
Se você já pensou em se tornar comissário de bordo, saiba que essa escolha muda completamente a forma de ver o mundo. O contato diário com pessoas de vários países, os horários irregulares e a rotina intensa criam experiências únicas. Além disso, vive momentos que poucos imaginam e coleciona histórias que não cabem em um simples voo.
O que faz um comissário de bordo?
Quando o avião decola, o comissário de bordo se torna uma das figuras mais importantes da cabine. Ele é quem mantém a harmonia entre tripulação e passageiros, cuidando para que tudo aconteça com tranquilidade. Entender o que ele faz ajuda a perceber como essa profissão vai muito além do que se vê durante o voo.
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1. Responsabilidades antes do voo
Antes de cada voo, o comissário de bordo tem um papel que vai muito além de apenas cumprimentar os passageiros. Afinal, ele participa de um briefing com toda a tripulação para repassar informações importantes sobre a rota, as condições climáticas e o tempo estimado de viagem.
Aliás, é nesse momento que se revisam os procedimentos de segurança e se definem as funções de cada um para aquele voo específico. Além disso, é feita uma checagem minuciosa da aeronave, garantindo que todos os equipamentos de segurança estejam em ordem e que a cabine esteja preparada para receber os passageiros.
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Sem dúvida, essa preparação é um passo importante para que tudo corra bem e, claro, para que a equipe esteja pronta para qualquer eventualidade.
2. Atividades durante o voo
Com o avião em pleno voo, o trabalho do comissário de bordo continua intenso. Assim, a principal atividade é o atendimento aos passageiros, que inclui servir refeições e bebidas, mas também estar atento às necessidades individuais de cada um.
Além disso, é preciso manter a cabine organizada, recolhendo lixo e auxiliando quem precisar. Mais importante ainda é o monitoramento constante da cabine, observando se há algum passageiro passando mal ou qualquer sinal de que algo não vai bem.
Inclusive, a comunicação com a cabine de comando também é feita para manter todos atualizados sobre as condições do voo. Afinal, a segurança é sempre a prioridade máxima.
3. Tarefas após o pouso
Mesmo depois que o avião pousa, o trabalho do comissário de bordo ainda não acabou. É preciso auxiliar os passageiros a desembarcar com segurança, garantindo que todos peguem seus pertences e saiam da aeronave de forma organizada.
Após a saída de todos, a tripulação realiza uma última verificação na cabine para garantir que nada foi deixado para trás e que a aeronave está em condições para o próximo voo. Essa etapa final é tão importante quanto as anteriores para a conclusão do serviço e a preparação para a próxima jornada.
A rotina de um comissário de bordo: o dia a dia
A vida de um comissário de bordo é marcada por uma dinâmica constante, onde cada dia pode apresentar um cenário diferente. Aliás, as escalas de trabalho são definidas mensalmente, geralmente no final do mês anterior, e trazem consigo uma variedade de voos.
Isso significa que a duração das viagens, os locais de partida e chegada e os tempos de espera entre um voo e outro podem mudar a cada mês. Inclusive, a legislação estabelece um limite de 85 horas de voo por mês e as jornadas diárias podem variar bastante, indo de poucas horas a até 11 horas.
Já as folgas também seguem um padrão flexível, com cerca de 8 a 10 dias por mês, que podem cair em qualquer dia da semana, já que as escalas não seguem um modelo fixo. Essa imprevisibilidade faz parte do ofício e exige uma boa capacidade de adaptação.
Entre um voo e outro, a rotina pode incluir longas esperas no aeroporto, momentos de descanso em hotéis durante escalas em outras cidades ou até mesmo pernoites em locais distantes. Assim, é nesses períodos que os comissários precisam gerenciar seu tempo, respeitando as regras de descanso e se preparando para o próximo compromisso.
Dessa forma, lidar com as mudanças constantes de fuso horário é um dos grandes desafios e o famoso ‘jet lag’ pode afetar o bem-estar e a disposição. Logo, manter um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal exige disciplina e organização, especialmente quando se está longe de casa por vários dias.
Apesar dos desafios, muitos profissionais encontram satisfação na oportunidade de conhecer novos lugares, nas vantagens oferecidas pelas companhias aéreas e na flexibilidade que as folgas proporcionam. Afinal, permite explorar culturas e cidades em dias menos movimentados.
Habilidades e qualidades essenciais
Para quem sonha em trabalhar como comissário de bordo, saber se comunicar bem é um ponto de partida. Não se trata apenas de falar com clareza, mas de saber ouvir e entender as necessidades de cada passageiro. É uma profissão que exige um contato constante com pessoas de diferentes origens e culturas, por isso, ter empatia e paciência faz toda a diferença.
Além disso, um bom comissário consegue transformar uma viagem comum em uma experiência agradável, simplesmente por saber lidar com as pessoas. O domínio do inglês, por exemplo, abre muitas portas, pois é o idioma universal da aviação e facilita a comunicação em voos internacionais e durante o processo seletivo.
Inclusive, é importante ir além do básico, buscando uma comunicação fluente que transmita confiança e profissionalismo. Lembre-se que, muitas vezes, você será o rosto da companhia aérea e a forma como interage com os passageiros reflete diretamente na imagem da empresa.
Além de oferecer um serviço de bordo atencioso, a principal função de um comissário de bordo é garantir a segurança de todos a bordo. Isso significa estar preparado para agir em diversas situações, desde as mais corriqueiras até emergências.
Para isso, um treinamento em primeiros socorros é indispensável. Saber como agir em casos de mal-estar, ferimentos ou outras eventualidades médicas pode ser decisivo. Já a atenção aos detalhes na checagem da aeronave e o cumprimento rigoroso dos procedimentos de segurança antes, durante e após o voo são práticas diárias.
Como se tornar um comissário de bordo?
Para quem almeja seguir nesta carreira, o caminho começa com a formação. Sendo assim, é necessário buscar escolas especializadas e certificadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nessas instituições, você aprenderá sobre segurança de voo, primeiros socorros, regulamentos da aviação e até noções de sobrevivência.
Além disso, ter no mínimo 18 anos e o ensino médio completo são requisitos básicos. Já o domínio do inglês, mesmo que em nível intermediário, também abre muitas portas. Após concluir o curso, o passo seguinte é ser aprovado no exame da Anac. Somente com essa certificação o profissional está apto a procurar uma vaga em companhias aéreas.
Até porque as empresas aéreas aplicam treinamentos adicionais, muitas vezes em simuladores, para que o novo membro da tripulação esteja totalmente preparado para as particularidades de cada aeronave e companhia. A dedicação aos estudos e a busca constante por aprimoramento são o que realmente fazem a diferença.
É isso! Longe de ser apenas sobre servir passageiros, a carreira de comissário de bordo é um compromisso constante com a segurança e o bem-estar de todos a bordo. Já que chegou até aqui, saiba quais são as profissões mais bem pagas para quem busca sucesso e estabilidade. Até mais!

